quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

tentação*

não sei porque existes com tão robusta doçura
mas que ardor, que dor!
parece impossivel a nossa união.
sinto a mente estrangulando o corpo
que ganha vida e forma em ti
tento fugir, deixar-me a mim próprio
mas estou preso por esta força extrema,
um querer que sufoca!
quero desistir de ti, quero ser livre,
quero poder deixar de querer de ti!
oh! que cousa!
deixa minha alma!
abafa este sentimento louco!
liberta-te de mim,
quero poder deixar de não poder!
poder querer, querer poder...
oh! desconhecida, QUERO-TE!

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